O lado negativo dos jogos de tabuleiros

os jogos de tabuleiro não são para crianças

Nunca encontrei jogos de tabuleiros voltados a temática infantil. Como psicopedagoga e como professora compro diversos jogos para estimular as habilidades dos meus estudantes, mas em todos eles, simulam pessoas e situações do cotidiano adulto, o que não é ruim (tem seu lado positivo), mas a criança quer se ver no jogo, quer rostinhos parecidos com os dela, quer que as situações envolvam o seu cotidiano familiar, escolar, no parque, etc. Estes anseios são citados pelas crianças a cada rodada, eles gostam do jogo, das estratégias, dos acontecimentos ( principalmente quando alguém se dá mal), eles amam JOGAR. Infelizmente para haver esta temática preciso criar os nossos tabuleiros.

Se você conhecer um tabuleiro que represente o mundo infantil, por favor, me indique nos comentários. Não vale ser as versões kids, junior ou família, estes continuam sendo jogos adultos, com abertura para crianças se inserirem no jogo, afinal, até os fabricantes já sabem da necessidade de inserir as crianças nos jogos, mas ainda não fizeram nada com seu cotidiano.

A seguir cito alguns jogos comuns e dou uma breve explicação sobre o objetivo do jogo. Mesmo não havendo a temática que queremos, vale a pena joga-los, a família toda vai se divertir e aprender!

WAR = É um jogo de guerra. Ganha quem dominar vários continente ou eliminar um dos participantes.
JOGO DA VIDA: O jogo simula situações da vida adulta. Faculdade, trabalho, casamento, nascimento de filhos, administração de dinheiro.
BANCO IMOBILIÁRIO: Cada jogador compra bairros e empresas e cobra aluguel do seu adversário a cada rodada que ele parar em um de seus empreendimentos. Além disso, pode fraudar a Bolsa, dar golpes do baú ou dar um desfalque na empresa.
ACADEMIA E O ENCICLOPÉDIA: Dois jogos diferentes, mas com o mesmo objetivo. O jogador precisa confundir os demais convencendo que a sua resposta é a correta. O importante não é saber o significado das palavras.
DETETIVE: A missão é descobrir quem é o assassino, com que arma ele matou e em que cômodo da casa aconteceu o crime.
INTERPOL: Um dos jogadores é o bandido e os outros são os policiais. Para apanhar o malfeitor, os policiais precisam trabalhar em conjunto.
COMBATE: Os participantes precisam preparar seus soldados e definir suas estratégias de guerra, avançando sua tropa sem descuidar do prisioneiro, pois há minas terrestres espalhadas pelo inimigo.
PERFIL: No Perfil, cada carta traz 20 dicas sobre uma pessoa, uma coisa, um ano ou um lugar a ser desvendado.
MEGA SENHA: Os participantes precisam acertar senhas ( palavra) com a ajuda de apenas uma palavra dita pelo parceiro.
QUEST: é um jogo de perguntas e respostas, na edição família são 2.520 perguntas de conhecimentos gerais, divididas em 2 baralhos diferentes: um para crianças e outro para adultos. Mas mesmo com esta divisão elas encontram dificuldades para jogar.
IMAGEM E AÇÃO: Divididas em seis categorias, com muitos mais de duas mil palavras, o jogador pega um cartinha, joga o dado e qual categoria cair ele deve desenhar ou fazer uma mímica para sua equipe advinhar. As crianças adoram, principalmente a versão infantil, mas necessita de supervisão de um adulto, pois geralmente elas não conhecem tais palavras e precisam que alguém as explique.
CARA A CARA: Este jogo é ótimo para trabalhar com as crianças. Mas não é da temática infantil, a criança não se sente representada. Sorteia-se uma carta para cada um e, por meio de perguntas, deve-se adivinhar a “carinha” o adversário tem.
MESADA: Neste jogo, as crianças têm que aprender a lidar com seu dinheiro, combinando seus gastos e empréstimos com o recebimento da mesada. Talvez seja o melhor exemplo de temática infantil que temos hoje (mas que não faz parte da realidade da maioria).

Obs: CUIDADO com as versões “princesas”, “Disney”, etc, continuam sendo os mesmo jogos, por um preço maior.

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